Ao Navegar No Site você concorda com nossa politica de Privacidade
Accept
domingo, 23 ago 2026
  • Contact Us
  • Blog Index
  • Complaint
  • Advertise
Gazeta Popular
  • Início
  • Meu Feed
  • Enquete Gazeta 2026
  • 🔥
  • Destaques
  • Aconteceu no Brasil
  • Brasil
  • Macaé
  • Política
  • Polícia
  • Marcos Soares
  • Brasília
  • Rio de Janeiro
  • Política
Font ResizerAa
Gazeta PopularGazeta Popular
  • Destaques
  • Brasil
  • Cidades
  • Política
  • Esporte
Search
  • Início
  • Notícias
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
DestaquesDra. Kênia Quintal

Nova lei reforça a autonomia da mulher em processos de violência doméstica

18 de abril de 2026
129.9k Visualizações
Tempo de Leitura: 6 Minutos
Compartilhar

Nova lei reforça a autonomia da mulher em processos de violência doméstica

 Lei 15.380/2026 altera a Lei Maria da Penha e impede que audiência de retratação seja realizada sem que a própria vítima manifeste, de forma expressa, o desejo de se retratar

 E agora, Doutora?

Uma mudança importante na Lei Maria da Penha passou a vigorar no início deste mês e merece atenção de toda mulher que vive ou viveu uma situação de violência doméstica: a audiência de retratação somente será realizada se a vítima desejar e mediante manifestação expressa. É o que estabelece a Lei 15.380, de 2026, sancionada e publicada no dia 7 de abril no Diário Oficial da União.

O que muda na prática

Quem acompanha o dia a dia dos processos de violência doméstica sabe que, até então, havia uma zona cinzenta preocupante: enquanto alguns tribunais entendiam pela obrigatoriedade de se designar a audiência para consultar o interesse da vítima em manter ou não a representação, outros compreendiam que o ato não deveria ser promovido de ofício, exigindo a manifestação expressa da mulher.  Essa divergência gerava insegurança jurídica e, mais grave, expunha mulheres vulneráveis a situações constrangedoras.

Com a nova lei, a retratação será apresentada por escrito ou oralmente ao juiz e registrada nos autos, e a audiência tem por objetivo confirmar a retratação, não decidir sobre ela naquele momento.  Em outras palavras: a mulher chega à audiência para confirmar uma decisão que já tomou, e não para ser pressionada a tomar uma decisão ali, na frente do agressor ou de sua família.

Por que essa mudança importa

Quem trabalha com direito de família e proteção patrimonial da mulher sabe que a pressão sobre a vítima não termina com o boletim de ocorrência. Ela continua — dentro de casa, por mensagens, por intermediários, por vínculos afetivos e financeiros que o agressor sabe explorar muito bem.

A medida busca evitar que a vítima seja induzida a se retratar sob constrangimento, garantindo que a desistência seja resultado de decisão voluntária e consciente.  Isso é, juridicamente, um avanço enorme. A audiência de retratação, que deveria ser um espaço de proteção, tornava-se, em muitos casos, uma nova vitimização.

A mudança busca corrigir distorções identificadas no modelo anterior, em que a audiência, em alguns casos, poderia expor a vítima a pressões familiares ou do próprio agressor para desistir da ação.

A fundamentação jurídica

A nova lei não surgiu do acaso. A questão foi submetida a julgamento no Superior Tribunal de Justiça e pacificada no Tema Repetitivo nº 1.167, que consignou que a audiência prevista no art. 16 da Lei 11.340/2006 tem por objetivo confirmar a retratação, não a representação, e não pode ser designada de ofício pelo juiz.  O STF também já havia se posicionado no mesmo sentido. Durante a tramitação, foi lembrado entendimento do STF no sentido de que o Judiciário não pode impor a realização da audiência de retratação, cabendo exclusivamente à vítima a iniciativa.

O legislador, ao aprovar a Lei 15.380/2026, portanto, positivou o que os tribunais superiores já vinham construindo, o que confere solidez e segurança a essa proteção.

Origem legislativa

A lei tem origem no Projeto de Lei 3.112/23, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

 Na justificativa do projeto, Laura Carneiro afirmou que a medida confere segurança jurídica e respeito à autonomia da vítima.  No Senado, a relatoria coube à senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que defendeu que a lei vai prevenir possíveis pressões ou coações e evitar a revitimização, além de garantir que a decisão de retratação seja genuinamente voluntária e consciente.

O que a mulher precisa saber

Se você está em um processo de violência doméstica, ou conhece alguém que está, a mensagem é clara: a Justiça não pode convocar você para uma audiência de retratação sem que você mesma tenha pedido. Ninguém pode decidir por você. Nenhum juiz pode chamar você para uma sala e colocá-la diante do seu agressor esperando que você “decida” ali. Isso não é mais permitido.

Sua voz, sua escolha, seu tempo. Esse é o princípio que a Lei 15.380/2026 veio consolidar.

Se você tiver dúvidas sobre como essa mudança impacta o seu caso específico, procure uma advogada especializada em Direito de Família e Patrimônio. Cada situação tem suas particularidades  e você merece orientação personalizada.

Quer saber mais? Me acompanhe em minhas redes sociais:

ADRIANA DE ANDRADE RAMOS BORRACHINI
Graduada pela Universidade Nove de Julho/SP
Especialista em Divórcio, Guarda e Pensão Alimentícia

Instagram: @adrianaborrachini_advogada
Facebook: Adriana Borrachini
TikTok: @adrianaborrachini
Kwai: @adrianaborrachini
LinkedIn: Adriana Borrachini
WhatsApp: (22) 98858-4139

Share This Article
Whatsapp Whatsapp Copiar Link
Anterior Brasil perde Oscar Schmidt, gigante do basquete e símbolo de uma geração
Próximo Vacinação contra gripe avança em Macaé, mas cobertura ainda é baixa entre público prioritário
Leave a Comment

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Your Trusted Source for Accurate and Timely Updates!

Our commitment to accuracy, impartiality, and delivering breaking news as it happens has earned us the trust of a vast audience. Stay ahead with real-time updates on the latest events, trends.
FacebookLike
XSeguindo
InstagramSeguindo
LinkedInSeguindo
MediumSeguindo
QuoraSeguindo
- Advertisement -
Ad image

You Might Also Like

Adriana BorrachiniBrasilDestaquesDireito

“Divórcio grisalho”: o crescimento das separações depois dos 50 e a busca das mulheres por felicidade – E agora, Doutora?

A Gazeta Popular
Aconteceu no BrasilDenúnciaDestaquesMarcos SoaresMinistério PúblicoPolíticaSão Francisco do Itabapoana

Ministério Público apura suspeita de favorecimento familiar em licitações da Prefeitura de São Francisco de Itabapoana no Norte Fluminense do RJ

A Gazeta Popular
Aconteceu no BrasilALERJDenúnciaDestaquesRio de Janeiro

Deputado Alan Lopes exibe vídeo de esquartejamento na Alerj ao criticar direitos humanos para assassinos

A Gazeta Popular
Aconteceu no BrasilBrasilDestaquesSTF

Janones faz acordo com PGR, confessa rachadinha e vai devolver R$ 131 mil

A Gazeta Popular
Gazeta Popular
Facebook Twitter Youtube Rss Medium

About US


BuzzStream Live News: Your instant connection to breaking stories and live updates. Stay informed with our real-time coverage across politics, tech, entertainment, and more. Your reliable source for 24/7 news.
Top Categories
Usefull Links
  • Contact Us
  • Blog Index
  • Complaint
  • Advertise
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?