Escrito por: Keith Carvalho
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Mônica Monteiro é global chairperson do Woman Business Alliance (WBA), do Brics, presidente do Fórum Industrial da Mulher Empresária na Confederação Nacional da Industria (CNI), Senior Advisor da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil(CACB). É uma liderança feminina que faz acontecer. E não é a toa. Mônica explicou sobre as dores sentidas pelas mulheres, quando o tópico é empreender, obter crédito e mesmo exportar. E que a resposta está nas mãos das próprias mulheres. Ela disse: no Brasil, entre 70% e 85% das decisões de consumo são feitas por nós. Temos esse poder de compra.
Segundo a Mônica: podemos usar isso para priorizar empresas que investem em mulheres. O consumo é uma alavanca de transformação. Se a gente tem o poder [de compra], a gente também pode decidir o jogo. Ela sugere usar isso para transformar o mercado e colocar mais mulheres na liderança e nos negócios. Mônica avalia que há uma contradição em relação á concessão de crédito para mulheres. A lógica é simples, na opinião dela, a verdade é que o risco da mulher não é maior. O sistema é que ainda tem um víeis. Além da falta de crédito, outro ponto doloroso para as empreendedoras é que faltam conexões, explicando a insistência de Mônica em desenvolver o WBA e se envolver em entidades classistas e eventos que fortaleçam a figura feminina. Gerar as conexões e o networking.
Porque um braço dedicado ás mulheres nos negócios no Brics?
Mônica Monteiro: estamos com várias agendas de negócios voltadas para mulheres. A Woman Bussiness Alliance (WBA) surgiu justamente para fomentar esse ecossistema. Apesar da existência da aliança empresarial, percebemos que era preciso algo mis estruturado. A WBA nasceu em 2019 para mexer com os números ainda muito deficitários – poucas mulheres exportam e muitas enfrentam dificuldade de acesso a crédito.
E como você avalia o avanço do WBA neste seis anos de existência?
Mônica respondeu: eu mesma já montei e fechei empresas, errei, recomecei e aprendi. O importante é a trajetória e a rede de apoio. A ABA é uma rede estruturada, com governança e vice-presidentes que mobilizam milhares de mulheres. Exatamente por isso, as ações precisam estar bem estruturadas – para mostrar que existe caminho. As mulheres querem empreender, querem exportar, querem crescer. Cabe a nós abrirmos as portas.
Essa rede também ajuda a resolver questões práticas do dia-a-dia das empreendedoras?
Mônica: sim, com certeza. dede dúvidas sobre legislações e como captar recursos até onde encontrar compradores ou vendedores.
O quanto essas alianças e redes são decisivas para equilibrar os números que você chama de deficitários?
Mônica respondeu: Só com esses espaços organizados é que vamos destravar o potencial feminino no mercado global. Espaços como o CMEC [Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da cultura] – órgão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que é uma rede enorme e bem estruturada de mulheres. Isso facilita demais.
Você acredita que os matchmakers de negócios são um dos caminhos para reduzir esse abismo?
Mônica: sem dúvidas. Temos de pegar essas federações, entidades de classe e mobilizá-las para promover mais rodadas de negócios. O problema global é claro: só 24% do comércio mundial é feito por empresas lideradas por mulheres.
O que falta?
Mônica respondeu: Organização, rede e incentivo.
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