Governo amplia faixa de renda familiar do Minha Casa, Minha Vida para R$ 12 mil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou, via decreto, o aumento da faixa de renda para o Minha Casa, Minha Vida. Agora, famílias que têm renda mensal de até R$ 12 mil também podem ser beneficiadas pelo programa. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (3), durante “O Brasil dando a volta por cima”, evento realizado por Lula em Brasília.
A nova linha do MCMV oferece a possibilidade de financiamento de até 420 meses (35 anos), com uma taxa de juros de 10,50% ao ano, abaixo das praticadas no mercado, para a compra de imóveis de até R$ 500 mil. A expectativa do governo é de que cerca de 120 mil famílias sejam beneficiadas com essa mudança ainda em 2025.
Antes da medida, o teto para contrato do Minha Casa, Minha Vida era uma renda familiar de até R$ 8 mil. Com a mudança, o governo tem o objetivo de atingir a chamada classe média, além de impulsionar ainda mais o setor imobiliário brasileiro.
Para viabilizar essa ampliação, o Fundo Social do Pré-Sal será utilizado para garantir recursos às Faixas 1 e 2 do programa. Além disso, o presidente Lula também assinou um decreto que regulamenta o Fundo Social, garantindo repasse de recursos do Pré-Sal para o programa habitacional. O orçamento previsto para essa ação, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional, é de R$ 18 bilhões.
De acordo com informações do Ministério das Cidades, o programa já contratou mais de 1,2 milhão de unidades habitacionais desde sua retomada e que a meta é alcançar 2 milhões de unidades até o final de 2026.
Tentativa de reverter impopularidade
Na última quinta (3), o presidente Lula se reuniu com aliados e apoiadores na região central de Brasília para realizar o evento “O Brasil dando a volta por cima”. Durante o encontro, o mandatário fez um balanço das ações do governo e anunciou propostas futuras.
A tônica da cerimônia girou em torno do que seria a “reconstrução” do país ao longo dos últimos dois anos, retórica que Lula tem adotado constantemente em seus discursos sobre a suposta “destruição”de políticas públicas de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). O evento foi visto ainda como mais um esforço do governo em tentar reverter a impopularidade de Lula, que tem aumentado constantemente em pesquisas de opinião.
A pesquisa mais recente de avaliação do mandatário, divulgada na última quarta-feira (2) e feita pela Quaest, mostra a aprovação do governo no índice mais baixo desde o início dessa gestão, em janeiro de 2023. O levantamento aponta que a desaprovação subiu de 49% em janeiro para 56% em março, enquanto a aprovação recuou de 47% para 41%.
Em conversa com a imprensa após o evento, o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), também tentou afastar o tom de comício eleitoral do evento e afirmou que a ação não tinha qualquer viés políticos, mas a intenção de informar a população. “Esse evento não tem nada a ver com popularidade do presidente. Esse evento é uma prestação de contas do governo federal”,declarou.
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