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Golpe do “Pix errado”: veja como funciona e como não ser enganado

22 de dezembro de 2025
168.2k Visualizações
Tempo de Leitura: 5 Minutos
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Criminosos se aproveitam de mecanismo de segurança criado pelo Banco Central para prejudicar as vítimas

 

Uma nota tática usada por golpistas para roubar dinheiro dos consumidores com o Pix tem sido alertada nas redes sociais. Chamado de golpe do “Pix errado” ou do “Pix devolvido”, o crime se aproveita do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, criado para facilitar as devoluções em caso de fraudes.

O primeiro passo dado pelos golpistas é fazer uma transferência para a conta da potencial vítima. Como parte das chaves Pix é um número de telefone celular, os criminosos conseguem localizar facilmente a conta dos consumidores.

 

Depois de realizar a transferência, o criminoso entra em contato com a vítima pelo número de telefone, seja por ligação ou mensagem de WhatsApp, por exemplo. Uma vez feita a comunicação, ele tenta convencer a pessoa de que fez a transação por engano e pede para que ela devolva o dinheiro.

 

Contents
Criminosos se aproveitam de mecanismo de segurança criado pelo Banco Central para prejudicar as vítimasComo se proteger do golpe do “Pix errado”?O que fazer se já caiu no golpe?

Nessa hora, ocorre o fator determinante para o golpe: em vez de pedir uma devolução para a mesma conta da transferência inicial, os criminosos informam outros dados bancários para receber o reembolso. A vítima então é levada a depositar os valores nessa outra conta.

 

Em paralelo, o criminoso se utiliza do MED, mecanismo criado pelo Banco Central justamente para coibir golpes. Os criminosos acionam o procedimento, alegando que foram prejudicados pela pessoa que, na verdade, foi enganada. Com isso, ocorre a retirada forçada do dinheiro do saldo da vítima, enquanto o golpista fica com o valor devolvido via MED e mais a transferência anterior feita voluntariamente.

Outra pática que os golpistas vem usando muito é buscar alugar canais de YouTube ou contar no TikTok e depois fazem o pedido de devolução do dinheiro por não ser usado ou ter tido engajamento. No entanto, eles fazem o uso do MED acionando o procedimento. Com isso a pessoa faz a devolução e tem também o valor estornado.

Como se proteger do golpe do “Pix errado”?

O primeiro passo para se proteger é conferir se, de fato, o dinheiro da transação supostamente equivocada caiu na conta. Caso o valor tenha sido realmente lançado, a devolução deve ser feita apenas utilizando a funcionalidade de reembolso do Pix, que está disponível nos bancos.

Ou seja, a pessoa não deve realizar outra transferência para devolver o dinheiro, mas sim usar a própria ferramenta disponibilizada por sua instituição financeira. A opção está presenta nas plataformas de diferentes bancos com o nome de “devolver dinheiro” ou “fazer um reembolso”, por exemplo.

Ao utilizar essa alternativa, o valor volta pelo mesmo caminho em que foi enviado e o golpista não tem a chance de alegar que ainda precisa do estorno.

 

O que fazer se já caiu no golpe?

Caso o consumidor tenha caído no golpe do “Pix errado”, o caminho é informar o banco sobre o caso em até 80 dias da data de realização da transferência. A instituição vai então avaliar o caso e, se entender que faz parte do MED, o recebedor do seu Pix terá os recursos bloqueados da conta.

O caso é analisado em até sete dias. Se concluírem que não foi fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, em até 96 horas a vítima receberá o dinheiro de volta. Caso não haja saldo na conta do criminoso, o banco deve monitorar a situação por até 90 dias da data da transação original e, surgindo recursos, deve fazer devoluções parciais à pessoa enganada.

O Banco Central esclarece que o banco do golpista não é obrigado a usar recursos próprios para devolver o valor solicitado. Se o problema não for resolvido, a vítima pode procurar o Procon do seu estado, acionar a Justiça ou entrar com uma reclamação no Consumidor.gov.

Vale destacar que o MED também pode ser utilizado quando existir falha operacional no ambiente Pix da instituição. Isso ocorre, por exemplo, se ela efetuar uma transação em duplicidade. Nesse caso, o banco avalia se houve a falha e, em caso positivo, em até 24 horas o dinheiro é devolvido.

Caso o consumidor tenha feito um Pix por engano para a pessoa errada, o MED não é a plataforma correta a se utilizar. Se a situação for essa, a pessoa deve entrar em contato com o banco para receber as orientações adequadas.



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